DA TONTURA À VERTIGEM: UMA PROPOSTA PARA O MANEJO DO PACIENTE VERTIGINOSO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

Eduardo Bertol, Carlos Arteaga Rodríguez

Resumo


A vertigem é a ilusão de girar em torno do ambiente ou
vice-versa. É comum e geralmente avaliada pelo médico da
atenção primária (MAP). Alguns MAP a subestimam, daí
esta proposta. Realizou-se um levantamento bibliográfico
no PubMed, LILACS, SciELO, Cochrane, e bibliotecas da
Universidade Federal do Paraná e Pontifícia Universidade
Católica do Paraná. É fundamental o conhecimento do
aparelho vestibular, dividido em periférico (aparelho e
nervo vestibular) e central (núcleos, vias e centros corticais
vestibulares). A propedêutica permite diferenciar a vertigem
da síncope, desequilíbrio e sensações cefálicas variadas, além
da vertigem periférica (VP) e central (VC). A VP pode estar
associada à tinnitus, hipoacusia, vertigem intensa, prostração,
sudorese e palidez. O nistagmo é esgotável, horizontal,
rotatório ou misto e desaparece ao fixar o olhar. A VC caracteriza-
se pela latência e tolerabilidade da vertigem e não está
acompanhada de hipoacusia ou tinnitus. Pode associar-se à
ataxia, disartria, diplopia, alterações sensitivas, motoras ou
de pares cranianos. O nistagmo é inesgotável, de direção
diferente em cada olho e abalos em qualquer direção que
não a horizontal. Os exames complementares são desnecessários,
exceto nos casos de VC e doença de Ménière. O
tratamento é direcionado à causa, devendo-se tranqüilizar
o paciente sobre o caráter, na maioria das vezes, benigno
e limitado. Os fármacos sintomáticos devem ser usados
racionalmente e pelo menor tempo possível. Destaca-se
a necessidade de pesquisas de campo na atenção primária
que nos permitiria estabelecer estratégias e protocolos no
manejo da vertigem.

Palavras-chave


Vertigem; Tontura; Atenção Primária à Saúde

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