DESAFIOS À GESTÃO DO TRABALHO E EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE PARA A PRODUÇÃO DO CUIDADO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

Adriano Maia dos Santos, Iva Karla Silva da Nóbrega, Marluce Maria Araújo Assis, Sandra Rego de Jesus, Clavdia Nicolaevna Kochergin, José Patrício Bispo Júnior, Josenildo de Sousa Alves, Katiuscy Carneiro Santana

Resumo


A presente pesquisa tem como objetivos analisar a gestão do trabalho e a educação permanente em saúde na Estratégia de Saúde da Família, em município da Bahia, assim como as atividades desenvolvidas pelas equipes relacionadas à produção do cuidado e a educação em saúde. Trata-se de estudo de caso desenvolvido com profissionais da saúde da família de nível superior e nível médio. Para a coleta de dados, foram utilizados indicadores do instrumento “Primay Care Assessment Tool”, validado no Brasil. Os resultados evidenciaram diferentes formas de admissão, contratação e carga horária de trabalho na Saúde da Família. Os profissionais de nível médio demonstram maior aceitação para o desenvolvimento de atividades educativas e de qualificação profissional em serviço. A maioria dos profissionais de nível superior considera que os cursos/capacitações desenvolvidos não trazem transformações para a sua prática cotidiana. Na análise da produção do cuidado, foram analisados os componentes “vínculo”, “elenco de serviços” e “orientação à comunidade”. O componente “vínculo” é apontado como presente nas práticas cotidianas dos profissionais. Os serviços oferecidos fundamentam-se, em sua maioria, nas atividades programáticas e as ações educativas estão mais relacionadas às ações clínicas individuais focadas na doença, com pouca abrangência sobre as condições de vida e os determinantes sociais. As atividades das equipes evidenciam alguma orientação à comunidade, sem, no entanto, evidenciar mudanças nas práticas tradicionais.


Palavras-chave


Atenção Primária à Saúde; Saúde da Família; Educação Profissional em Saúde Pública; Educação em Saúde; Gestão de Pessoal em Saúde

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