DA ESCOLHA AO COTIDIANO DO AGENTE DE SAÚDE DA COOPERALFA: EDUCADOR POPULAR EM SAÚDE?

Thaís Titon de Souza, Marco Aurélio Da Ros

Resumo


A partir de uma revisão histórica, este artigo pretende analisar a prática de Agentes de Saúde do Projeto de Saúde da Cooperalfa, desenvolvido na década de 1980 em municípios catarinenses com base nos princípios da Atenção Primária, especialmente no que se refere à função de educador em saúde destes sujeitos.  Através de um estudo exploratório descritivo com abordagem qualitativa, buscou-se embasar esta análise a partir de diferentes aspectos conjunturais e estruturais que influenciavam ou poderiam influenciar a prática de educação em saúde. Observou-se que o Agente era considerado um educador em saúde, ainda que esta função não estivesse clara no Projeto, incorporando às suas práticas referenciais teóricos e metodológicos utilizados em seu próprio processo de formação. Desta forma, desenvolveu uma postura educativa ética, voltada ao respeito e à troca de diferentes saberes com comunidade e profissionais de saúde, transformando-se em um verdadeiro agente de transformação social. Os resultados encontrados neste estudo podem servir de subsídio para a discussão sobe o papel do Agente Comunitário de Saúde atualmente, tendo-se como base os princípios e as diretrizes que regem o SUS.


Palavras-chave


Atenção Primária à Saúde, Educação Popular em Saúde, Saúde da Família

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