Custo crescente em glaucoma: atualidades e seu impacto na saúde coletiva

Ricardo Augusto Paletta Guedes, Vanessa Maria Paletta Guedes

Resumo


O conhecimento da situação atual dos custos em glaucoma é de fundamental importância para o planejamento de ações que tenham, como finalidade, a diminuição do impacto econômico e social da cegueira no Brasil e no mundo. O objetivo deste artigo é fazer uma atualização da situação dos custos relacionados ao glaucoma, enfatizando sua repercussão para a saúde coletiva.
Os custos em saúde têm aumentado de maneira significativa e um bom planejamento deve envolver análise destes custos, usando informações atuais e fazendo previsões adequadas para o futuro. O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo, sendo responsável por custos bastante elevados, tanto diretos (honorários médicos, custos hospitalares, pagamentos de medicamentos e equipamentos, etc) quanto indiretos (custos dos dias não trabalhados, custo com cuidador, reabilitação, etc).
O impacto econômico da deficiência visual e da cegueira em custos diretos no mundo gira em torno de 42 milhões de dólares por ano, podendo chegar a 110 milhões no ano 2020. Se levarmos em consideração QALY (quality-adjusted life years), o impacto poderia atingir, somente nos Estados Unidos, a cifra de 16 bilhões de dólares anuais.
Dentre os custos diretos em glaucoma, uma grande parte é devido ao uso contínuo de medicamentos. Há evidência de que o gasto com glaucoma é maior nos casos mais avançados e naqueles em que o diagnóstico foi feito mais tardiamente, por isto, deve-se privilegiar ações que visem à busca ativa dos fatores de risco na população, o diagnóstico precoce e o tratamento efetivo.
Os estudos de custo-efetividade são importantes, pois mostram os procedimentos (diagnósticos e terapêuticos) mais viáveis do ponto de vista de saúde pública.

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