Coletivos organizados para a produção do cuidado integral: um desafio para a regulamentação profissional.

Joao Batista Cavalcante Filho

Resumo


O presente artigo busca refletir sobre quais as lógicas e interesses que disputam os processos de definição normativa do campo de atuação dos profissionais de saúde, a elaboração de atos corporativos. Faz um debate sobre a produção dos atos de saúde e sobre como os profissionais determinam o que se torna seu objeto de ação. Defende que, na conformação deste objeto de ação, todo saber deve ser considerado legítimo e insuficiente e que, numa lógica de defesa da vida, não pode ser fruto de um agir capturado, mas sim estar aberto às diferentes e infinitas configurações dos vários saberes presentes. A busca pelo cuidado integral é fruto de um processo de trabalho em equipe, em que este cuidado não é específico de um determinado campo de competência profissional e sim em que todos os saberes e fazeres dos atores envolvidos nesse encontro são recursos para defender a vida. Todos são responsáveis por esta produção, articulados pela dimensão cuidadora, desalienando seu trabalho e percebendo que do encontro emanam mais atos de saúde que da produção isolada de cada núcleo de competência. Sendo assim, há um desafio jurídico de conseguir uma normatização que coloque como responsável pelos atos de saúde esta equipe e que não iniba a sua criatividade.

Palavras-chave


Saúde Coletiva; Competência Profissional; Pratica Profissional; Responsabilidade Legal; Equipe Interdisciplinar de Saúde.

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