Consumo de frutas e hortaliças por indivíduos atendidos pelo Programa Saúde da Família na periferia da cidade de Fortaleza-Ceará

Helena Alves de Carvalho Sampaio, Maria Olganê Dantas Sabry, Derlange Belizário Diniz, Maria Lúcia Barreto Sá, Sônia Maria Vieira Castro, Iana Edith Ponte Feijão, Simone Romão Bezerra

Resumo


O conhecimento do consumo de alimentos e dos hábitos alimentares é de fundamental importância para a promoção da alimentação saudável na população. Dentre os diferentes grupos alimentares, frequentemente é relatado consumo insatisfatório de frutas e hortaliças. O objetivo do presente estudo foi verificar o consumo quantitativo e qualitativo de frutas e hortaliças pela população assistida por duas unidades básicas de saúde da família localizadas em Fortaleza-Ceará. A ingestão de frutas e hortaliças foi verificada através de um questionário quali-quantitativo de frequência alimentar. Foi adotado o critério de consumo por ao menos 50% dos entrevistados, por ao menos uma vez por semana, para indicar que tal consumo é inserido no padrão alimentar do grupo.  Os achados mostraram um consumo insuficiente tanto em qualidade, como em quantidade. Apenas 3 frutas foram citadas (banana, laranja e mamão), num total médio diário de 225,25 ± 267,10g. Dentre as hortaliças, menção a apenas quatro tipos (tomate, cebola, cenoura e alface), em um total médio diário de  102,66 ± 91,14g. Frente aos resultados, sugere-se que o agente comunitário de saúde use abordagens educativas em suas visitas domiciliares, visando incentivar o consumo de tais grupos alimentares de forma contínua e, por conseguinte, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional desta comunidade.


Palavras-chave


dieta; frutas; hortaliças, segurança alimentar; programa saúde da família

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