CONDIÇÃO DE SAÚDE AUTO-REFERIDA E AUTONOMIA FUNCIONAL ENTRE IDOSOS DO NORDESTE DO BRASIL

Saulo Vasconcelos Rocha

Resumo


Este estudo teve como propósito averiguar a condição de saúde referida segundo o nível autonomia funcional entre idosos do nordeste do Brasil.. A amostra abrangeu 35 idosos com média de idade de média 62,60 ±7,45 anos, selecionadas aleatoriamente, residentes em domicílios localizados na zona urbana de Itabuna e cadastradas na Associação de Idosos de Itabuna. Para o procedimento de avaliação, elaborou-se um questionário aplicado de forma individual. Para análise dos dados foram utilizados procedimentos da estatística descritiva (médias, freqüências e porcentagem) por meio do programa R 2.6.2. Da população estudada, 89% (n=31) pertencem ao sexo feminino contrastando com apenas 11% (n=4) do sexo masculino. Entre as entrevistados, prevaleceu à baixa classificação socioeconomica, aproximadamente 73% dos idosos são das classes D e E, além de poucos anos de estudo, 82% não concluíram o 2º grau. Na avaliação da condição de saúde auto-referida, 49% (n=17) referiram condição de saúde regular (nem ruim nem boa) sendo que a maioria 51% n=18) refere seu estado de saúde como positivo (bom ou muito bom). Nesta pesquisa pode-se observar que a condição de saúde referida não influenciou a autonomia funcional, já que entre os entrevistados todos apresentam uma elevada autonomia na realização das atividades da vida diária independente da condição de saúde referida. Entre os idosos participantes do estudo, a auto-percepção do estado de saúde não apresentou-se como fator de proteção frente a autonomia funcional Recomenda-se, portanto, a realização de mais estudos nesta área a fim de elucidar melhor as questões aqui expostas.


Palavras-chave


Saúde do idoso; Envelhecimento; Assistência a Idosos.

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