Análise do Perfil e da Evolução dos Programas de Residência em Medicina de Família e Comunidade no Brasil

Carlos Eduardo Aguilera Campos, Mellina Marques Vieira Izecksohn

Resumo


As mudanças recentes do perfil do Programa de Residência em MFC e o seu papel no atual contexto da APS e do SUS são os focos deste trabalho. Pretende-se ainda descrever a evolução da oferta de vagas em programas de Residência Médica no país, especialmente no que se refere à proporcionalidade do crescimento de novas vagas na especialidade MFC em relação às demais especialidades. Verifica-se, também, a evolução do número de vagas da RM em MFC segundo as regiões do país e os vínculos institucionais das entidades mantenedoras.

Foram pesquisadas as informações existentes no banco de dados do Ministério da Educação – Secretaria de Educação Superior (MEC-SESu), entre julho e setembro de 2007, onde podem ser consultados os dados referentes aos Programas de Residência Médica. Foi levantado o período compreendido entre 2002 e 2007, incluindo as seguintes variáveis: instituição, número de vagas, especialidade, tempo de duração da especialização, região do país em que se encontra e categoria administrativa. Cada variável foi analisada separadamente e, depois, em conjunto, possibilitando as comparações por ano, por especialidades e por categoria administrativa. A despeito da prioridade dada por diversos segmentos da gestão do SUS à Estratégia Saúde da Família e o decorrente aumento da demanda por este profissional., conclui-se que o Programa de Residência em MFC sofreu transformações importantes no sentido de se adequar às exigências da Política de APS no país e que os Programas de Residência Médica no Brasil e, em particular, a de MFC, tem tido um crescimento importante, mas ainda  estão aquém das necessidades.


Palavras-chave


Medicina de Família e Comunidade; Residência Médica; Atenção Primária à Saúde; Estratégia Saúde da Família

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